Feltragem, como começar

A feltragem, tanto seca como molhada é feita pela compactação de várias camadas de lã. Conforme o resultado final que desejamos, dispomos as fibras e vamos compactando. O que está embaixo define o que está em cima.

Como começamos? Na feltragem seca, começamos por uma base que nos possibilite o formato final. Queremos fazer um quadrinho, tecemos um tecido bem entrelaçado para o fundo. Queremos um ovo, começamos enrolando a lã em formato de bola. Queremos um bicho articulado, fazemos um esqueleto de arame maleável.

Nas oficinas da Fios e Lendas sempre começamos da mesma forma, apresentamos o material e os fundamentos necessários para elaboração da peça escolhida. Depois vamos trabalhando a lã, camada a camada, até alcançarmos o resultado pretendido.

Assim, assim!

veja agenda aqui

 

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Quando menos é mais

por Fabrícia Eliane

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Fizemos uma viagem de férias no ano anterior e, como nosso porta-malas é pequeno, pedi ajuda de meu filho (na época com tinha 5 anos) para arrumar sua mala de brinquedos: dei-lhe uma malinha pequena de pano e disse que escolhesse o que levar para brincar que fosse essencial para uma semana.

Primeiro ele quis colocar as pelúcias, fantoches e o boneco Waldorf que fiz que ele deixa em sua cama todos os dias: isso já quase lotou a malinha. Separou mais alguns carrinhos e escolhemos um livro: “As aventuras do saci”, de Monteiro Lobato. E fomos.

A casa era simples, com o básico, mas não precisávamos de nada além do que tinha ali. O espaço externo era deliciosamente amplo, com muito verde, espaço para correr, passarinhos para observar, cheiros para sentir e muitas estrelas a noite para admirar.

Logo que chegamos nosso filho foi colocar os bonecos na cama de cima da beliche, onde dormiria. Na cama de baixo prendi um lençol na lateral e virou sua cabana.

Durante o dia passeávamos ou brincávamos do lado de fora da casa, usando elementos da natureza, que por vezes se mesclavam aos seus carrinhos. Uma das brincadeiras favoritas dele era tentar andara como se fosse um leãozinho, bem calmamente, para tentar apanhar nas mãos um passarinho.

Construímos uma cabana com barbante, galhos, bambu e folhas de araucária e foi uma experiência muito rica para ele. O próprio processo de construção foi um momento muito importante para o fortalecimento de vínculos.

Com a cabana pronta, íamos muitas vezes lá com os bonecos e ou carrinhos para brincar. Os passarinhos  muitas vezes vinham também visitar a cabaninha.

A noite, o ponto alto era olhar o céu. Enrolados numa coberta, íamos quase todas as noites ver as estrelas, procurar constelações, a via láctea, a lua…

Outra coisa que era diversão garantida era brincar de produzir sombras com o abajúr da sala.

Pedras, flores, folhas, galhos, retalhos, tudo era material para brincar. Correr no gramado, brincando de pega-pega onde o pique era a cabana também era diversão garantida.

Não precisávamos de quase nada para brincar. A natureza nos oferecia e oferece muitos materias para isso! Materiais muito ricos, pois permitem que a criança tenha muita autonomia na criação, na resignificação, subvertendo o uso convencional.

Na cidade, encontramos um parquinho público muito agradável também. Brinquedos simples, mas no geral, fortes, algumas árvores, gramado e uma área grande com areia. Ali, com os pés descalços, em meio a outras crianças, brincadeiras tradicionais, jogos simbólicos ou o uso convencional dos brinquedos do parque ganhavam espaço, sem a necessidade de nenhum outro brinquedo.

Sem precisar de caixas e mais caixas com brinquedos, acumulados, parados, por vezes quase nunca “brincados”, as crianças podem se divertir, e muito! E se o espaço permitir o contato com a natureza o brincar se tornará sem dúvida ainda mais rico.

E para dormir, uma boa história sobre o Saci fechava nossas noites, povoando o imaginário infantil com nossa cultura popular…

Texto publicado com autorização da autora. Entre em contato direto com Fabrícia:  fabriciaeliane@yahoo.com

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Notas sobre o brincar

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Notas sobre o brincar

por Fabrícia Eliane

Algumas pessoas me perguntam como se brinca com crianças, algo que confesso, de inicio eu achava uma questão estranha. Porém, tenho pensado sobre o assunto e cheguei a algumas “questões-respostas”.

Na Idade Média (o quadro de Pieter Bruegel- “ Jogos infantis”- não nos deixa mentir) podemos observar que os jogos não eram do domínio somente das crianças. Os adultos brincavam junto com elas. Porém, neste mesmo período não temos ainda uma construção social do que é a infância. E este fato gerou inúmeras questões e problemas para as crianças: elas não somente brincavam junto com os adultos, elas participavam em tudo da vida social. Começavam a trabalhar muito cedo e não eram protegidas de questões violentas ou de ordem sexual, muito pelo contrário! O nascimento do conceito de infância no final da Idade Média e início da Idade Moderna foi o que trouxe as bases para que a infância fosse protegida e que os “segredos” dos adultos fossem desvelados aos poucos, conforme a faixa etária.

Esse processo todo nasce junto com a tipografia e assim, houve uma divisão entre letrados (adultos) e não letrados (crianças). As crianças entravam no mundo letrado por volta dos sete anos e só quando tivessem concluído seu processo de letramento (não só de alfabetização!), estariam também começando a adentrar o mundo dos adultos.

Não vou entrar em detalhes aqui acerca dos problemas que o capitalismo também causou em relação a infância, mas é importante ao menos citar o quanto a sociedade consumista vêm já há algum tempo produzindo adultos em miniatura, quando incitam através de vários produtos e da indústria cultura,l a sexualização precoce e a violência. Sem contar que as crianças das classes mais pobres têm muitas vezes que começar a trabalhar ainda crianças, cuidam dos irmãos menores para que seus responsáveis saiam para trabalhar e não têm seus direitos à infância assegurados.

Mas o ponto onde eu pretendia chegar quando iniciei esta reflexão foi um ponto que tinha algo que me parecia significativo e que se perdeu com a criação da infância: ao criar a infância, criou-se também o adulto. E a esse adulto foi praticamente excluído o direito ao brincar junto com as crianças. Ao adulto foi reservado o mundo “sério”, o mundo do trabalho, e às crianças, o direito ao ócio. Como se o ócio, entendido aqui como manifestações de caráter lúdico, fosse algo de menor importância. E assim como as crianças, os educadores de crianças e as pessoas que dedicam sua arte à infância são vistos pela ampla maioria da sociedade  como de menor importância (exemplifico aqui os salários dos professores de educação infantil que são inferiores aos demais profissionais da educação).

Aos adultos, o direito ao ócio ficou reservado ao período de férias e a aposentadoria, de modo geral.

Porém, como brinquedista e artista-educadora de crianças, lanço justamente a problemática de que o direito de brincar das crianças (garantido pelo próprio Estatuto da Criança e do Adolescente) só pode ser vivido em sua plenitude se esse direito ao jogo e ao ócio, for assegurado aos adultos responsáveis por ela. E é aí que penso que se encontra o cerne das questão quando adultos (mães na maioria dos casos) me procuram perguntando como fazem para brincar, pois não sabem. E para mim durante algum tempo  essa questão era estranha: A gente senta no chão e brinca! Pensava eu. Mas isso não é um processo natural para muitas pessoas. E se não é, creio que a resposta esteja nessas dicotomias que precisamos ir aĺém: adulto-criança, trabalho-jogo.

Quando o adulto encontrar o espaço da criança dentro de si mesmo, essas dicotomias, acredito, poderão ser minimizadas. O adulto precisa retomar um direito ao brincar que a sociedade moderna e o capitalismo lhe tiraram.

Afinal,  “adulto não é aquele que sufoca a sua infância, mas é o poeta da infância redescoberta.” (Duborgel, citado pela querida Nylse Cunha em O direito de brincar)

 

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Fios e Lendas em Curitiba

OFICINAS DE FELTRAGEM, em Agosto, na Casa do Contador de Histórias.

6 de Agosto, FADAS VOADORAS, 7 de Agosto ESCULTURA PASSARINHO

Para informações de investimento e inscrição, por gentileza, preencha o formulário de contato, abaixo da foto.

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Que tal começar pelo começo?

Feltrar é muito fácil, eu vivo repetindo aqui e no meus  cursos e oficinas. Sim, é fácil, mas há técnicas, segredos, caminhos que nos ajudam a feltrar mais rápido e com melhores resultados.

Quem faz uma oficina básica, aprende a usar a lã e a agulha, corretamente, o que poupa erros e agulhas quebradas. Quem faz uma bola, aprende com alegria o passarinho. Quem faz uma fada, monta uma figura feminina articulada, com mais facilidade.

Como tudo na vida, há etapas de aprendizado. Começamos com peças básicas, vamos aprendendo as estruturas, preenchimentos, pintura e acabamento. O que aprendemos numa peça nos ajuda nas próximas.

¬  Tudo bem Fátima, mas eu queria  TANTO fazer uma dessas peças que salvei aqui no meu Pinterest, veja que lindo! Posso?

Pode sim, treine muito as técnicas básicas, repita o que aprendeu até ter domínio do que está fazendo e poderá feltrar qualquer peça. Lembre-se, a maioria da fotos postadas não são de iniciantes.

O jacaré é minha ultima peça. Ficou muito fofo, estou apaixonada por ele! Eu usei  as seguintes técnicas: montagem de estrutura de arame, cobertura da estrutura, preenchimentos, pintura de cor de fundo, quatro camadas de cores e acabamento. Ufa! Caso eu trabalhasse mais algumas horas,  ele poderia ter os dedos separados e toda a textura da pele modelada.

¬Quanto tempo, quantas oficinas preciso fazer para chegar ao jacaré?

Depende do quanto de trabalho e empenho você vai dedicar ao aprendizado. Vejamos, eu já fiz por volta de 5o ovelhas, 10 vacas, 10 burrinhos e mais de 200 passarinhos… sem contar as borboletas, ratos e coelhinhos!

Gosta do trabalho da Fios e Lendas? Quer aprender a feltrar comigo? Preencha o formulário abaixo da foto e me diga onde mora, me ajude a montar uma agenda para levar a feltragem para todo o Brasil. Abraços carinhosos.

Fátima Rodrigues

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Agosto em Curitiba

Fios e Lendas em Curitiba

Faremos duas Oficinas em Curitiba, no início de agosto, na Casa do Contador de Histórias. Feltragem seca (needle felting), para adultos. Facilitadora: Fátima Rodrigues.

Para receber informações detalhadas, por gentileza preencha o formulário de contato que encontra-se abaixo das fotos. Caso esteja recebendo por email, acesse a página para visualizar a ficha.

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No Sábado faremos 2 fadas voadoras, uma criança com bracinhos de lã e uma adulta com braços articulados. A fada voadora também é conhecida como Fada de lã cardada.

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No domingo trabalharemos uma peça mais estruturada, a escultura do passarinho com base bola.

Você pode fazer uma delas ou as duas com desconto!

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Fios e Lendas agora é Showroom

Começando o Inverno com novidades! A Fios e Lendas passa a atender, em seu espaço físico, a partir de hoje, apenas com horário marcado. Agende um horário e venha conhecer nossos produtos: (11) 9.9798.2521, fioselendas@gmail.com.

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Passarinhão

Bolinha, passarinho.
Bolão, passarinhão!
Aberta a temporada de escultura em lã cardada. Vamos fazer passarinhos?
Nossas próximas oficinas de feltragem (needle felting) serão em Curitiba nos dias 6/AGO (FADAS VOADORAS) e 7 /AGO (ESCULTURA PASSARINHO).
Para receber informações detalhadas, por gentileza, entre em contato pelo email fioselendas@gmail.com.
A Oficina de escultura Passarinho é nível básico. Aprenderemos o uso correto da agulha e as técnicas de compactação da lã cardada, fazendo uma bola. A partir da bola modelaremos o passarinho. Depois aprenderemos a pintar com a lã.
Faremos a bolinha – passarinho, mas depois é só você, em casa, fazer um bolão, trabalhar com tempo e muito capricho, que terá um passarinhão!

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Oficina de Feltragem em Curitiba

É com imensa satisfação que levarei o trabalho da Fios e Lendas para Curitiba. No dia 05 de Junho de 2016, estarei na Casa do Contador de Histórias, desenvolvendo uma Oficina de Escultura em Lã. Usando a feltragem seca (needle felting),  moldaremos um passarinho a partir de uma bola. A Oficina é para adultos e iniciantes podem participar. Todo o material necessário para o aprendizado da peça será fornecido.

Abaixo da foto você encontra o  formulário de contato. Preencha e receberá informações detalhadas. Caso esteja recebendo este por email, o formulário não estará visível. Por gentileza, entre na página para preencher.

Abraços fraternos,

Fátima Rodrigues

curitiba

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Lã merino cardada e penteada

Habitualmente, na feltragem, usamos a lã que já passou por vários processos: foi lavada, cardada e penteada. A princípio, qualquer lã natural pode ser feltrada, tanto nas técnicas com agulha (needle felting) como nas técnicas molhadas. O que muda? Muda o resultado, a aparência mais ou menos rústica.

Quem conhece as ovelhas feltradas da Fios e Lendas sabe que elas apresentam pelos enroladinhos. Usamos a lã apenas lavada para conseguir aquele efeito.  Na base, usamos a lã merino.

Quanto mais as lãs são processadas mais lisas se tornam as fibras. Quanto mais finas e lisas as fibras, mais macio o trabalho. A lã merino é linda, fina, longa e macia!

A Fios e Lendas, trabalha com a lã merino da Fiolã, crua e tingida em mais de 30 tonalidades, com pigmentos naturais e artificiais. Pronta entrega.

Assim, assim!

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