O primeiro molde

Bordar, tricotar, modelar… o artesanato exige prática e habilidade. É preciso treinar, experimentar.

Comecei aos 5 anos, aprendendo com a minha mãe, primeiro o bordado, depois tricô e crochê. Ela, canhota de nascença, foi obrigada na escola a usar a mão direita, acabou fazendo tudo com a direita de uma forma diferente, adaptada, com grande apoio da esquerda.
Eu fui aprendendo tudo desse jeito estranho, e sendo destra, acabei me tornando ambidestra, pelo menos quando o assunto é artesanato.
Ela era costureira, eu arrematada as roupas, fazendo o antigo chuleado. O meu ponto era pequeno, regular, virginiano! Eu me divertia, começando da direita para a esquerda, depois ao contrário, inclinando, mantendo em pé. Experimentei diferentes tecidos, diferentes formas de fazer o mesmo ponto. A coordenação motora fina, refinando…
Os retalhos eram meus, para fazer roupas de boneca, cinco marias. Tudo costurado a mão.

Quando fiz 9 anos, ganhei de um tio muito querido, um presente especial: num saquinho, o que hoje chamamos de kit ou projetinho: molde, feltro e linha para fazer um Bambi. Foi um dia muito feliz, eu já sabia casear, e fiz a peça rapidamente. Os retalhos que sobraram eram maravilhosos, preciosos. Olhei as sobras de feltro, o bicho pronto e não tive dúvidas, fiz um molde do tamanho dos retalhos.
Direto do museu da minha infância, o resultado do meu primeiro molde. Acreditem, ele tem até estrutura de arame nas pernas e mais de 40 anos.
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A MENINA DA LANTERNA

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A MENINA DA LANTERNA

Era uma vez uma menina que carregava alegremente sua lanterna pelas ruas. De repente chegou o vento e com grande ímpeto apagou a lanterna da menina.

Ah! Exclamou a menina. – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém. Apareceu, então, uma animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras. Era um ouriço.

Querido ouriço! Exclamou a menina, – O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderia acender a minha lanterna? E o ouriço disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois precisava ir pra casa cuidar dos filhos.

A menina continuou caminhando e encontrou-se com um urso, que caminhava lentamente. Ele tinha uma cabeça enorme e um corpo pesado e desajeitado, e grunhia e resmungava.

Querido urso, falou a menina, – O vendo apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderá acender a minha lanterna? E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar.

Surgiu então uma raposa, que estava caçando na floresta e se esgueirava entre o capim. Espantada, a raposa levantou seu focinho e, farejando, descobriu-a e mandou que voltasse pra casa, porque a menina espantava os ratinhos. Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la. Sentou-se sobre uma pedra e chorou.

Neste momento surgiram estrelas que lhe disseram pra ir perguntar ao sol, pois ele concerteza poderia ajudá-la.

Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar o seu caminho.

Finalmente chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando sua roca. A menina abriu a porta e cumprimentou a velha.

– Bom dia querida vovó – disse ela

– Bom dia, respondeu a velha.

A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la porque ela fiava sem cessar e sua roca não podia parar. Mas pediu a menina que comesse alguns biscoitos e descansasse um pouco, pois o caminho era muito longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar. Pouco depois, pegou sua lanterna a continuou a caminhada.

Mais pra frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do sapateiro. Ele estava consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta a cumprimentou-o. Perguntou, então se ele conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar. Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que o caminho era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois pegou sua lanterna e continuou a caminhada.

Bem longe avistou uma montanha muito alta. Com certeza, o Sol mora lá em cima – pensou a menina e pôs-se a correr, rápida como uma corsa. No meio do caminho, encontrou uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse com ela até o Sol, mas a criança nem responde. Preferiu brincar com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos.

Então a menina da lanterna continuou sozinha o seu caminho

Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o Sol.

– Vou esperar aqui até o Sol chegar – pensou a menina, e sentou-se na terra.

Como estivesse muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se fecharam e ela adormeceu.

O Sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a noite ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.

Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.

– Oh! A minha lanterna está acessa! – exclamou, e com um salto pôs-se alegremente a caminho.

Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse ter perdido a bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas crianças procuraram então a bola. Após encontrá-la, a criança afastou-se alegremente.

A menina da lanterna continuou seu caminho até o vale e chegou à casa do sapateiro, que estava muito triste na sua oficina.

Quando viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha apagado e suas mãos estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina acendeu a lanterna do artesão, que agradeceu, aqueceu as mãos e pôde martelar e costurar seus sapatos.

A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz tinha se consumido e ela não podia mais fiar. A menina acendeu nova luz e a velha agradeceu, e logo sua roda girou, fiando, fiando sem cessar.

Depois de algum tempo,a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho da lanterna. A raposinha, ofuscada, farejou para descobrir de onde vinha tanta luz. O urso bocejou, grunhiu e, tropeçando desajeitado, foi atrás da menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou de onde vinha aquele vaga-lume gigante. Assim a menina voltou feliz pra casa.

FONTE:

http://festascristas.com.br/sao-joao-batista/sao-joao-batista-historias/671-a-menina-da-lanterna

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Páscoa, o presente…

João, 4 anos, veio pela primeira vez na Loja. Na saída eu lhe dei o coelhinho da foto:

– Para você colocar no ninho do coelho e esperar os ovinhos…

. Vou colocar no meu altar.

. Altar? Você tem um altar?

. Tenho, e coloco lá minhas coisas sagradas!

Momento sagrado!

Boa Páscoa para todos!

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Horários especiais nesta semana

A loja abrirá nesta quinta-feira, dia 17 de abril, das 9 às 19hs e no sábado, das 14 às 19hs.

R. Iperoig, 369  Perdizes, São Paulo   (11) 9.9798.2521

Para envio pelo correio favor preencher o formulário no final da página.

Temos lindas opções de presentes de Páscoa, para adultos e crianças.

Confira:

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Agradecemos pela sua resposta. ✨

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Promoção de Páscoa

Olá, Páscoa chegando!

Apenas neste sábado, 15 de março de 2014, das 14 as 19hs.

Compre R$ 50,00 ou mais na Fios e Lendas e ganhe um lindo DEDINHO COELHO.

Venha conhecer nossos LIVROS, BRINQUEDOS EDUCATIVOS e PRESENTES ARTESANAIS.

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Promoção válida para compras realizadas na nossa loja, na Rua Iperoig, 369, Perdizes, São Paulo, somente no sábado, dia 15 de março de 2014, das 14 às 19hs ou até o término do nosso estoque de dedinhos.

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Fios e Lendas, horários de funcionamento no Carnaval

Olá amigos!

A Fios e Lendas terá horário especial durante o Carnaval

Confira:

 Sábado

 1º de Março

14 às 19hs

 Segunda-feira

 3 de Março

 12 às 17hs

 Terça-feira

 4 de Março

 12 às 17hs

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Feltrando bichos, 6 meses depois…

Copio abaixo, um post de agosto, quando comecei a experimentar a técnica de feltragem de bichos. De lá para cá foram muitos bichos: rato, passarinho, tartaruga, cavalo…. ovelha, boi e burrinho.

Vejam a evolução do trabalho e o relato das primeiras tentativas:

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Faço bichos de pano desde criança.

Depois do meu primeiro contato com a Antroposofia, na década de 80, meus bichos foram mudando, perdendo detalhes e ganhando formas mais naturais.

Fui fornecedora e depois compradora da Loja da Editora Antroposófica, onde recebi muitos artesãos com trabalhos bem feitos, bonitos, mas exagerados e estilizados. Eu sempre fazia o mesmo desafio: você aceita fazer menos, tirar detalhes, mudar algumas formas? Muitos aceitaram e os produtos ficaram lindos.

Menos! É o desafio ao fazermos bichos. As características devem ser dadas por forma, cor e gesto, com o mínimo possível. Sim, uma raposa é avermelhada e isso diz muito sobre o que é ser uma raposa. Sim, a criança está certa quando diz que a semente com espinhos é um ouriço e a casca da noz uma tartaruga. Nossos bichos devem ser simples como a natureza é.

Os que acompanham a página do Facebook e o blog sabem que estou aprendendo a feltrar com a Nadja  Montenegro Ricci e estou adorando. Nós não chegamos nos bichos ainda,  mas tenho feito minhas tentativas.

Quero dividir com vocês duas fotos e o processo pelo qual passei, ao tentar fazer uma centopeia.

Vejam a foto 1

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Na primeira tentativa a peça ficou bonitinha, mas coloquei nela as formas prontas que chegam até nós todos os dias e nem percebemos. Os gomos estão muitos definidos, e ela se parece com um brinquedo de plástico, feito com lã. Olhei bem para ela e me lembrei de todas aquelas ilustrações de centopeias com um sapatinho em cada pé e um laço de fita na cabeça. Imagem que tenho dentro de mim.

Fiz o meu esforço, me perguntei se aceitava fazer menos. Procurei imagens do bichinho, interiorizei essas imagens e consegui o resultado da peça 2: feltragem mais leve, gomos apenas insinuados. Centopeia, cobra, lagarta – o que mais?

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 Simples não? Menos num brinquedo, vira mais no brincar!

Abraços

Fátima Rodrigues

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Nós brasileiros, nossas velhas crenças…

E o calor! Que calor!

Sampa, dia 7 de fevereio, 38 graus. Ufa!

Estive pensando nestes dias, nos exatos 37 últimos dias, nas crenças que temos e que podem paralisar nossas vidas e nosso país. Dizem que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval e em 2014 teremos a Copa. E como vai ficar? Começa ou não começa? Depois do Carnaval ou depois da Copa?

Com uma loja nova, engatinhando ainda, resolvi enfrentar os primeiros meses do ano desafiando as crenças de que não adianta trabalhar. Marquei oficinas, participei de um Congresso, fiz parcerias maravilhosas e aceitei um trabalho fora da loja. Fevereiro está apenas começando e eu estou trabalhando muito: tudo pronto para as oficinas de fevereiro e muitos coelhos a caminho para a próxima Época.

É a magia do fazer, da vontade em ação, vencendo as limitações de nossas crenças.

Experimente!

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Mandalas, a oficina, o convite…

“Mandala, do sânscrito “círculo”, é uma representação geométrica da relação entre o Homem e o Universo, desde o micro ao macrocosmo, ou seja uma conexão com a Unidade

Elas estão presentes nas expressões artísticas, religiosas, terapêuticas, dos povos orientais e ocidentais, primitivos ou não.

A mandala, com todas as suas formas, cores e símbolos é uma estrutura universal, existe em essência, além do tempo e espaço, tão velha quanto todos nós, tão antiga quanto a criação – ela é a Terra, o oceano, a gota d’água, a célula, o ovo, o cristal, o átomo.

Realizá-las, através de várias práticas, é fazer ” um caminho de volta ao centro”.

Não nos propomos a expor o tanto que há sobre a Mandala, mas sim, convidá-los, através de uma prática com os fios e a esfera, a experienciar um brinquedo em torno de um centro cheio de energia, que é a mandala interior –  um presente, se você deixar fluir sua imaginação, sem preocupação com o intelecto. Sua execução poderá conter falhas técnicas; aceite-as e deixe que a vivência desse movimento o leve a um processo de conscientização, expressão e quietude. ”

Tania Martins Costa

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informações e inscrições: https://fioselendas.com/presepio_oficina_feltragem/feltragem_ceramica_mandala_pascoa/

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O sabonete que virou bolsa

A feltragem molhada manual é uma técnica em que pressionamos a lã umedecida até conseguirmos o efeito de um tecido compacto, o feltro. É uma combinação de temperatura, trabalho manual e da própria lanolina presente no material.

sabonete compO tecido, ou as peças obtidas pela técnica podem ser usados das mais diferentes formas e são laváveis, resistentes e reutilizáveis. A lã sempre permite reciclagem.

Faremos, na próxima sexta-feira, dia 17 de janeiro, aqui na Fios e Lendas a nossa primeira oficina de feltragem molhada. A facilitadora será a Nadja Montenegro Ricci que fez especialização em feltragem na Alemanha.

Faremos o sabonete. Imagine o seu banheiro com um sabonete lindo e personalizado. Imagine quantos presentes originais e perfumados você poderá fazer.

Quem esteve na Fios e Lendas, nas oficinas de 2013 teve a oportunidade de usar o sabonete da foto abaixo. Ele foi presente da Nadja para a Loja.

o tecido seco, lavado, depois da retirada do sabonete

o tecido seco, lavado, depois da retirada do sabonete

Ele foi usado até que o sabonete, muito pequeno precisou ser retirado. eu poderia ter costurado outro sabonete, mas resolvi fazer outra peça para mostrar a versatilidade da técnica,

Cortei com cuidado, mantendo as bordas irregulares. Feltrei com agulha os beiradas.

bolsa sabonete 003

Fiz uma casa para um botão de madeira, passei um caseado largo.  As bordas também foram caseadas e nas laterais, acompanhado o formato arredondado, fiz um bordadinho em X. Pronto! Uma bolsinha para guardar preciosidades: pedrinhas, folhas secas ou o presentinho da fada dos dentes.

bolsa sabonete 007Conheça a nossa agenda de oficinas de Janeiro:

Janeiro_2014

bolsa sabonete 010

 

Fátima Rodrigues

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