O primeiro molde

Bordar, tricotar, modelar… o artesanato exige prática e habilidade. É preciso treinar, experimentar.

Comecei aos 5 anos, aprendendo com a minha mãe, primeiro o bordado, depois tricô e crochê. Ela, canhota de nascença, foi obrigada na escola a usar a mão direita, acabou fazendo tudo com a direita de uma forma diferente, adaptada, com grande apoio da esquerda.
Eu fui aprendendo tudo desse jeito estranho, e sendo destra, acabei me tornando ambidestra, pelo menos quando o assunto é artesanato.
Ela era costureira, eu arrematada as roupas, fazendo o antigo chuleado. O meu ponto era pequeno, regular, virginiano! Eu me divertia, começando da direita para a esquerda, depois ao contrário, inclinando, mantendo em pé. Experimentei diferentes tecidos, diferentes formas de fazer o mesmo ponto. A coordenação motora fina, refinando…
Os retalhos eram meus, para fazer roupas de boneca, cinco marias. Tudo costurado a mão.

Quando fiz 9 anos, ganhei de um tio muito querido, um presente especial: num saquinho, o que hoje chamamos de kit ou projetinho: molde, feltro e linha para fazer um Bambi. Foi um dia muito feliz, eu já sabia casear, e fiz a peça rapidamente. Os retalhos que sobraram eram maravilhosos, preciosos. Olhei as sobras de feltro, o bicho pronto e não tive dúvidas, fiz um molde do tamanho dos retalhos.
Direto do museu da minha infância, o resultado do meu primeiro molde. Acreditem, ele tem até estrutura de arame nas pernas e mais de 40 anos.
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