Tempo de Maria

De Jessé nasceu a vara,

De Jessé nasceu a vara,

Da vara nasceu a flor, oiá meu Deus

Da vara nasceu a flor, oié…

E da flor nasceu Maria,

E da flor nasceu Maria,

De Maria o Salvador, oiá meu Deus

De Maria o Salvador, oié

Trecho de canção do folclore brasileiro, domínio público.

DSC05480Nossa Senhora da Rosa Mística

Feltragem finalizada ontem no nosso curso de feltragem, pela aluna Yesica. Todos os direitos das imagens são da artista.

Dibujo

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Técnicas Ancestrais

Bordar, crochetar, feltrar…

Quem já experimentou, sabe a delícia que é fazer trabalhos manuais. Relaxa, contenta!

A maioria dos iniciantes, diante do que aqui chamo de Técnicas Ancestrais, acaba desanimando porque os cursos são longos e sem resultados imediatos. Sim, é preciso fazer um ponto depois do outro, construir. Mas não precisamos fazer todos os pontos, de todas as técnicas até estarmos aptos a elaborarmos um casaco maravilhoso. Podemos começar com peças simples, onde, livremente experimentamos o que já sabemos.

Esta é a proposta de um de nossos cursos; aprender as técnicas e colocá-las em prática com projetos simples, mas totalmente autorais.

Quadro a quadro, um dia teremos um casaco!

Na peça abaixo utilizei diversas técnicas. Fiz o fundo do painel em feltragem molhada, incorporando fibras vegetais, para dar aspecto rústico e resistência. Em seguida, aplicação de feltro e crochê. E bordado livre, muito livre, deixando as pontas dos fios aparecendo. Finalizei com feltragem seca, criando relevo e profundidade.

Ah! Vejam a cerquinha, começa em crochê, termina em bordado.

Assim, assim…

Dibujo

 

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Feltragem: bonecos e bichos articulados

A felltragem de bonecos e bichos articuladas, é uma técnica de feltragem seca, também feita com agulha. Utilizamos arame flexível como estrutura de peças decorativas, usadas para mesas de época, mobiles e presépios.

Vejam um exemplo de estrutura bem simples: o cabo de uma plantinha.

pimenta 005Para as figuras humanas, começamos com as estruturas em forma de cone, que são mais fáceis de elaborar.

Dibujo 3Os bichos são sempre mais trabalhosos, pois precisamos moldar no arame, um esqueleto simplificado.

feltragem de Fátima Rodrigues, 2013

feltragem de Fátima Rodrigues, 2013

Quando o assunto é feltragem, cada técnica que aprendemos nos possibilita infinitas possibilidades. Feltrar é criar, sempre!

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Relembrando a estrelinha de 5 pontas

Quem se lembra da estrelinha que a Fios e Lendas ensinou a fazer no ano passado?

Cabeça, braços e  pernas: estrela de 5 pontas, para nos lembrarmos que somos luzes na Terra.

“Da cabeça aos pés sou a imagem de Deus…” R. Steiner

 

Material: cordão dourado fino e lã de carneiro. 1, corte o fio dourado em 5 pedaços: 4 de 30 cm e 1 de 60 cm. 2. separe com as mãos (puxando) um pedaço de lã de aproximadamente 30 cm. Use uma régua para referência de volume. 3. com um dos cordões de 30 cm, amarre a lã, no ponto central prendendo os outros fios. O fio de 60 cm deve ficar com toda a sobra apenas de um lado. Vire a peça e abra a lã, separe em 5 partes e arrume cada ponta cuidadosamente

Material: cordão dourado fino e lã de carneiro.
1, corte o fio dourado em 5 pedaços: 4 de 30 cm e 1 de 60 cm.
2. separe com as mãos (puxando) um pedaço de lã de aproximadamente 30 cm. Use uma régua para referência de volume.
3. com um dos cordões de 30 cm, amarre a lã, no ponto central prendendo os outros fios. O fio de 60 cm deve ficar com toda a sobra apenas de um lado.

4- Vire a peça e abra a lã, separe em 5 partes e arrume cada ponta cuidadosamente 5. voltando para a parte da frente da peça, ajeite a lã . Escolha 1 fio dourado para cada ponta da estrela, sendo que um deles deve ser o de 60cm, pois será usado para pendurar a peça.

4- Vire a peça e abra a lã, separe em 5 partes e arrume cada ponta cuidadosamente
5. voltando para a parte da frente da peça, ajeite a lã . Escolha 1 fio dourado para cada ponta da estrela, sendo que um deles deve ser o de 60cm, pois será usado para pendurar a peça.

6. use os fios restantes para fazer um lindo laço duplo.

6. use os fios restantes para fazer um lindo laço duplo.

7-  em cada uma das 5 partes, faça um nó, com a lã e o fio, aproximadamente a 5cm do centro. O nó precisa ser leve, sem torcer a lã.

7- em cada uma das 5 partes, faça um nó, com a lã e o fio, aproximadamente a 5cm do centro. O nó precisa ser leve, sem torcer a lã.

8- Ajeite e aperte cada nó aos poucos para que fiquem todos do mesmo tamanho e na mesma distância do centro da estrela

8- Ajeite e aperte cada nó aos poucos para que fiquem todos do mesmo tamanho e na mesma distância do centro da estrela

9-  com delicadeza, puxe o excesso de lã definindo as pontas da estrela. Guarde a lã para outro trabalho. 10- Faça um nó no ponta do fio de 60cm formando uma argola para pendurar a peça.

9- com delicadeza, puxe o excesso de lã definindo as pontas da estrela. Guarde a lã para outro trabalho.
10- Faça um nó no ponta do fio de 60cm formando uma argola para pendurar a peça.

 Confira a nossa agenda de cursos e oficinas.

bonecas tamanho 001

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Feltragem com agulha, o que é?

Feltrar é um verbo que não encontramos nos dicionários de português. Embora as técnicas sejam bem antigas, o uso na decoração, vestuário e brinquedos tem tido mais visibilidade nos últimos anos, provavelmente seguindo a tendência de recuperação e revalorização de técnicas ancestrais.

No passado o homem descobriu, possivelmente de forma acidental, que prensando a lã de ovelha, obtinha um tecido compacto e resistente. Feltrar é isso, fazer feltro, compactar a lã, por processos secos ou molhados, industriais ou artesanais.

A feltragem com agulha é uma técnica seca, onde utilizamos uma agulha com farpas nas pontas, que, ao entrar na lã, faz com que as fibras no local do furo sejam incorporadas. É uma espécie de entrelaçamento sem nó, sem ponto. Você não precisa saber costurar, pregar botão. Você não precisa nem mesmo saber passar a linha pelo buraco da agulha. A agulha de feltragem não tem buraco. Pessoas que nunca feltraram, que nunca fizeram trabalhos manuais, rapidamente fazem peças lindas utilizando a técnica.

É um trabalho manual muito gostoso de fazer. Observo nas oficinas, aqui na Fios e Lendas, como as pessoas ficam felizes, já nos primeiros movimentos da agulha. Costumo dizer que modelamos pedaços de nuvem, pedacinhos de luz!

Nas oficinas de técnicas básicas, começamos fazendo uma bola. A bola é uma peça excelente para treinarmos o uso seguro e correto da agulha e as várias etapas em que a lã é incorporada.

A bola é também, uma peça que favorece a nossa interiorização. Ao fazermos o nosso “pequeno planeta”, ao sentirmos a esfera em nossas mãos recuperamos algo em nós que nos reconecta, mesmo que inconscientemente, a algo maior.

Fátima Rodrigues

Para pesquisar vídeos e tutoriais, utilize needle felting.

bolas 009

 

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Mesa de Época, a coleta

Coletar é uma atividade muito gostosa, principalmente quando feita com crianças. A criança tem o olhar atento para o que é pequeno, para o o que está no chão. Sair de casa com uma cesta para colher o que a Mãe Natureza já descartou pode ser uma grande aventura!

Coletar é também uma forma de entrarmos em contato com a Época, seus movimentos, cores, formas e texturas.

Mesmo numa cidade grande como São Paulo, que muitos acham que é só concreto, temos  muita vida. Para vê-la é preciso mudar o ângulo do nosso olhar: para cima e para baixo. Olhando para cima vemos árvores floridas, pássaros, pedaços preciosos de céu, emoldurados por prédios, sim, mas  também por elementos naturais. Olhando para baixo, encontramos tudo o que a natureza já descartou e também a vida dos bichos pequenos, que as crianças tanto gostam: formigas, joaninhas e lagartas.

É importante, sempre agradecermos por cada folhinha, cada galho coletado, cada tesouro encontrado.

Boa coleta!

COLETA 002

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Receita de Mesa de Época

Receita de Mesa de Época

A Terra é viva, inspira e expira, em grandes e pequenos ciclos, movimento dentro de movimento. Tudo no Universo é rítmico. O que vive se manifesta em ciclos de diferentes durações, interligados e interdependentes como os sons e as pausas de uma grande sinfonia. Tudo vive, o mais antigo diamante, forjado nas entranhas do planeta e a flor efêmera do deserto!
O Homem iniciou sua jornada sobre a Terra, uno com ela e com os processos cósmicos. Para se tornar o ser individual e pensante, que é hoje, trilhou um longo caminho, desenvolvendo suas capacidades intelectuais e sua consciência. Criou novas leis, novos ritmos e se distanciou de sua natureza cósmica. Estamos vivendo o momento de retorno. O Homem, agora autoconsciente, volta seus olhos, seus sentidos e o seu pensar, para os processos naturais, e busca sua religação com a Mãe Terra, com o Universo.
Fazer uma mesa de época é criar um espaço interno (nossa casa, nossa sala de aula), onde o ciclo de manifestação atual da Terra é representado. Nosso microcosmo, nosso pequeno elo.
Começamos respirando, caminhando, observando e sentindo a época. Quais os impulsos presentes? Como a natureza traduz esses impulsos em cores, formas, texturas, temperatura e movimento?
Que aromas sinto? Como está o ar? Há vento? O vento é quente ou frio? Saltitante ou furioso? E as águas? As nuvens? Como são as manhãs, as tardes? De que cores o céu se veste entre o dia e a noite? Os animais e a plantas, como dançam nessa época do ano? O que eu vou coletar, dentre as imensas dádivas que a Terra me oferece para compor minha Mesa de Época?

Tem receita?
Não tem receita, apenas mais perguntas, agora ordenadas, sugerindo uma composição:

1. Como percebo o momento da Terra, no reino mineral, nos processos de longa duração? Como olho, como sinto o que é constante e sólido na minha vida? Muitas coisas permanecem, mas percebo que o meu olhar mudou. Quais as pedras e conchas que escolherei para compor a minha pequena Terra, o meu pequeno Universo? Como será o meu solo? Seco, úmido, frio ou quente?

2. Com que roupas, com que cores, a Mãe Terra se veste nesse momento? Como estão as plantas, os tons de verde? Há flores? Quais são suas formas, cores e aromas? Que tecidos escolherei para compor o meu cenário? Leves, claros e esvoaçantes, ou os pesados e de cores fortes? As plantas estão crescendo ou dormem sob o manto da Terra? São sementes ou são frutos?

3. O que estão fazendo os animais que vivem livres? Estão dançando as danças de acasalamento ou cuidando dos filhotes? Qual o movimento? Preparar o ninho, procriar, gerar ou cuidar? Como este impulso, que percebo no reino animal, pode ser representado,  na minha mesa de época? Terei um grande jardim florido, onde os pássaros cantam e dançam, ou terei um ninho aconchegante que precisa de calor, silêncio e recolhimento?

4. Como chegam até o meu ser todos os impulsos que percebo no grande inspirar e expirar da Terra? Nos pequenos e grandes movimentos de tudo o que é vivo? Como os impulsos que agora, começo a perceber nos reinos da natureza podem ser traduzidos em imagens? Com que cores, texturas e formas essas imagens podem ser representadas? Qual é meu cenário? Que conto vou contar para as minhas crianças para alimentar nossas almas nessa época? Que personagens vão habitar esse pequeno universo, esse cantinho da Terra que acabo de criar?

Abraços fraternos,

Fátima Rodrigues, agosto de 2014, feliz com a minúscula flor rosa que nasce em todas as frestas, muros e vasos do bairro, nesta metrópole que é São Paulo. Sempre em agosto, sempre rosa, sempre redonda!

© Fátima Rodrigues, 2014
Todos os direitos reservados. Gostou do texto? Por gentileza, compartilhe, indicando a fonte. Obrigada.

bolsa rosa 005

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VI CONGRESSO PANAMERICANO ANTROPOSÓFICO

Tive o privilégio de participar da linda celebração que ocorreu em São Paulo, de 22 a 27 de Julho.

Juntos, corações de diversas regiões da Terra. Estudamos, conversamos, trocamos. Com muita música e muitos cantos… dançamos! Brincamos cirandas de diversos povos.  Pintamos, bordamos, fizemos poemas. Modelamos uma escultura viva, pulsante!

Reverenciamos o nosso passado, refletimos sobre o presente e olhamos com intensa esperança para o futuro. Foi um encontro de Paz. Lindo, profundo e inspirador!

Muitas iniciativas receberam novos impulsos. Outras, com certeza, tiveram suas sementes plantadas.

Respirar com a Mãe Terra 006

Esta casa de pássaros foi feita pelo Juan, com as crianças da Monte Azul. O Juan é chileno, uma pessoa muito linda, e é com a imagem do trabalho dele que quero compartilhar com vocês as minhas anotações da parte final da palestra do Kaká Werá.

Ele nos disse que o Criador sonhou a Terra,

e que ela já veio programada para a Harmonia e Prosperidade.

E que neste sonho vivo, o que o ser humano tem que fazer é

respirar com a Mãe Terra

e

caminhar com a cabeça erguida.

 

 

 

 

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Loja reabre em Agosto

Bom dia amigos

A Fios e Lendas estará fechada na ultima semana de Julho.

Retornamos em Agosto, com muitas novidades. Aguardem!

maquina 183

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Sou arteira

maquina 183

Sou ARTEIRA desde que me conheço por gente. Eu me lembro de sacis feitos de piche, bolos de barro com glacê de parede branca raspada, cavalinhos com corpo de cenoura e pernas de palito de fósforo. Hoje brinco seriamente de fazer brinquedos. BRINQUEDOS BONITOS, porque a infância deve ser alimentada com o que é belo. BRINQUEDOS INTERATIVOS, instrumentos mágicos que abrem as portas da imaginação, da fantasia e tornam-se vivos no brincar. BRINQUEDOS FEITOS COM AMOR, porque é bom, é gostoso trabalhar com amor, brincar com amor e educar com amor! Bichos, bichinhos, bichões! Adoráveis companheiros do nosso mundo! Exemplos de simplicidade! Príncipes, princesas, meninas com chapeuzinho vermelho. Humanos: com dúvidas, medos, coragem, desejos. Querendo aprender a ser gente! Bruxas, madrastas, irmãs invejosas: porque brincar prepara para a vida! E SAPOS! Muitos sapos! Para nos lembrarmos sempre que a MAGIA e o ENCANTAMENTO estão onde menos esperamos!

Fatima Rodrigues

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Agradecemos pela sua resposta. ✨

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