Próximas Oficinas

Em Fevereiro 2017, aqui no Ateliê da Fios e Lendas, em Perdizes, Sampa

Próximas Oficinas, agenda sujeita a alterações. Todas as oficinas são presenciais, em Perdizes, São Paulo, das 10 as 17h, com intervalo de 1h para almoço. Facilitadora: FÁTIMA RODRIGUES. Idade mínima para participar, 18 anos.

11 FEVEREIRO,  sábado – OVO. Modelagem e decoração de um ovo a partir de uma base bola. Técnica básica de feltragem com agulha. Iniciantes podem participar.
12 FEVEREIRO, domingo – COELHO , modelagem de um coelho sentado. Técnica intermediária de feltragem com agulha.modelagem de um coelho, só de lã, base rolinhos. Necessário conhecimentos básicos de feltragem
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18 FEVEREIRO, sábado – BORBOLETAS, modelando em lã, do ovo à borboleta. Técnica básica de feltragem com agulha. Iniciantes podem participar.
19  FEVEREIRO,, domingo  – PAISAGEM. O uso da lã tingida para efeito de pintura. Técnica básica de feltragem com agulha, construção e pintura de uma tela pequena, toda de lã. Iniciantes podem participar.

Investimento por Oficina: R$ 190,00 (inclui todo material necessário para elaboração da peça). Pagamento antecipado para reserva da vaga.

Para informações, favor preencher o formulário abaixo:

 

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Oficinas FELTRAGEM Janeiro

Atenção: post e agenda alterados em 09;01;2017

Saiu a AGENDA de Janeiro, das Oficinas de Feltragem (needle felting), da Fios e Lendas, que serão realizadas no nosso Ateliê, aqui em Perdizes, São Paulo.

Vamos nos preparar para a ÉPOCA da PÁSCOA. A agenda foi carinhosamente preparada, pensando em pais e professores que adoram fazer lindas MESAS DE ÉPOCA.

Todas as oficinas são presenciais,  das 10 as 17h, com intervalo de 1h para almoço. Facilitadora: FÁTIMA RODRIGUES. Idade mínima para participar: 18 anos. Grupo 10 participantes.

21 JANEIRO, sábado – OVO. Modelagem e decoração de um ovo a partir de uma base bola. Técnica básica de feltragem com agulha. Modelagem e decoração de um ovo, com base bola.Iniciantes podem participar.

22 JANEIRO, domingo – COELHO , modelagem de um coelho sentado. Técnica intermediária de feltragem com agulha.modelagem de um coelho, só de lã, base rolinhos. Necessário conhecimentos básicos de feltragem

25 JANEIRO, quarta-feira, FERIADO em São Paulo – BORBOLETAS, modelando em lã, do ovo à borboleta. Técnica básica de feltragem com agulha. Iniciantes podem participar.

28 JANEIRO, sábado – COELHO  – modelagem de um coelho sentado. Técnica intermediária de feltragem com agulha.modelagem de um coelho, só de lã, base rolinhos. Necessário conhecimentos básicos de feltragem

29 JANEIRO, domingo  – PAISAGEM. O uso da lã tingida para efeito de pintura. Técnica básica de feltragem com agulha, construção e pintura de uma tela pequena, toda de lã. Iniciantes podem participar.

 

Investimento por Oficina: R$ 190,00 (inclui todo material necessário para elaboração da peça). Pagamento antecipado para reserva da vaga.

Para reserva de vaga, favor preencher o formulário:

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Saturno e nós

2017 está nascendo e sobre ele estamos colocando pesos imensos. Acreditamos que precisamos ser redimidos e nos agarramos a toda e qualquer crença que nos dê a esperança de que esta salvação virá de fora, seja de um planeta com fama de “sério” ou de alguma divindade vingativa e cruel, que punirá os outros, deixando livres os nossos caminhos.

Tenho visto SATURNO passando por diversos sacrifícios e venho aqui, falar um pouco de Astrologia, um pouco de nós mesmos. Se encararmos as qualidades planetárias de forma séria, encontraremos energias que , desde tempos remotos, são associados a determinados planetas. Essas energias não são boas ou más, apenas SÃO. Como a chuva é apenas chuva.

SATURNO é o Senhor do Tempo, dos processos de longa duração. Associado a trabalho, estruturas e responsabilidades. Um campo semeado com boas sementes, cuidado, nutrido, com o tempo dará bons frutos. Processos são processos, precisam de tempo, semeadura, nutrição. A evolução humana é lenta. Vivemos tempos difíceis, sim. 2016 foi pesado, com certeza; mas outros anos também foram.

2016 também viu nascer trabalhos lindos! Outros, que já lutam há muito tempo, conseguiram se manter. O Bem trabalha silenciosamente, não sai no jornal! Quantas horas, dias de 2016 você dedicou ao bem?

Vou ficar com apenas um dos atributos de SATURNO, a CONSOLIDAÇÃO, e propor uma reflexão e uma prática.

Se SATURNO consolida processos, em quais qualidades nossas trabalharemos, o que nutriremos em 2017? Seremos os chatos resmungões apontando todo o mal ou arregaçaremos as mangas e dedicaremos o nosso tempo construindo o bem? A que tipo de processo nos dedicaremos? O que queremos ver consolidado no Mundo?

A prática que proponho é muito simples: a partir de agora, em qualquer situação, diante das respostas habituais, pare, e com responsabilidade, pergunte-se como você pode, naquele momento, ser mais gentil. Só isso. Em 2017, sejamos gentis!

Excelente início de Ano para Todos!

Fátima Rodrigues

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A Fios e Lendas está no Instagram

Olá,

A Fios e Lendas está no Instagram, publicando 1 passarinho por dia. Serão 365 em outubro de 2017. Hoje postamos uma andorinha-de-barrete-preto. Uma lindeza!

Acompanhe: https://www.instagram.com/fioselendas/

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Feltragem, como começar

A feltragem, tanto seca como molhada é feita pela compactação de várias camadas de lã. Conforme o resultado final que desejamos, dispomos as fibras e vamos compactando. O que está embaixo define o que está em cima.

Como começamos? Na feltragem seca, começamos por uma base que nos possibilite o formato final. Queremos fazer um quadrinho, tecemos um tecido bem entrelaçado para o fundo. Queremos um ovo, começamos enrolando a lã em formato de bola. Queremos um bicho articulado, fazemos um esqueleto de arame maleável.

Nas oficinas da Fios e Lendas sempre começamos da mesma forma, apresentamos o material e os fundamentos necessários para elaboração da peça escolhida. Depois vamos trabalhando a lã, camada a camada, até alcançarmos o resultado pretendido.

Assim, assim!

veja agenda aqui

 

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Quando menos é mais

por Fabrícia Eliane

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Fizemos uma viagem de férias no ano anterior e, como nosso porta-malas é pequeno, pedi ajuda de meu filho (na época com tinha 5 anos) para arrumar sua mala de brinquedos: dei-lhe uma malinha pequena de pano e disse que escolhesse o que levar para brincar que fosse essencial para uma semana.

Primeiro ele quis colocar as pelúcias, fantoches e o boneco Waldorf que fiz que ele deixa em sua cama todos os dias: isso já quase lotou a malinha. Separou mais alguns carrinhos e escolhemos um livro: “As aventuras do saci”, de Monteiro Lobato. E fomos.

A casa era simples, com o básico, mas não precisávamos de nada além do que tinha ali. O espaço externo era deliciosamente amplo, com muito verde, espaço para correr, passarinhos para observar, cheiros para sentir e muitas estrelas a noite para admirar.

Logo que chegamos nosso filho foi colocar os bonecos na cama de cima da beliche, onde dormiria. Na cama de baixo prendi um lençol na lateral e virou sua cabana.

Durante o dia passeávamos ou brincávamos do lado de fora da casa, usando elementos da natureza, que por vezes se mesclavam aos seus carrinhos. Uma das brincadeiras favoritas dele era tentar andara como se fosse um leãozinho, bem calmamente, para tentar apanhar nas mãos um passarinho.

Construímos uma cabana com barbante, galhos, bambu e folhas de araucária e foi uma experiência muito rica para ele. O próprio processo de construção foi um momento muito importante para o fortalecimento de vínculos.

Com a cabana pronta, íamos muitas vezes lá com os bonecos e ou carrinhos para brincar. Os passarinhos  muitas vezes vinham também visitar a cabaninha.

A noite, o ponto alto era olhar o céu. Enrolados numa coberta, íamos quase todas as noites ver as estrelas, procurar constelações, a via láctea, a lua…

Outra coisa que era diversão garantida era brincar de produzir sombras com o abajúr da sala.

Pedras, flores, folhas, galhos, retalhos, tudo era material para brincar. Correr no gramado, brincando de pega-pega onde o pique era a cabana também era diversão garantida.

Não precisávamos de quase nada para brincar. A natureza nos oferecia e oferece muitos materias para isso! Materiais muito ricos, pois permitem que a criança tenha muita autonomia na criação, na resignificação, subvertendo o uso convencional.

Na cidade, encontramos um parquinho público muito agradável também. Brinquedos simples, mas no geral, fortes, algumas árvores, gramado e uma área grande com areia. Ali, com os pés descalços, em meio a outras crianças, brincadeiras tradicionais, jogos simbólicos ou o uso convencional dos brinquedos do parque ganhavam espaço, sem a necessidade de nenhum outro brinquedo.

Sem precisar de caixas e mais caixas com brinquedos, acumulados, parados, por vezes quase nunca “brincados”, as crianças podem se divertir, e muito! E se o espaço permitir o contato com a natureza o brincar se tornará sem dúvida ainda mais rico.

E para dormir, uma boa história sobre o Saci fechava nossas noites, povoando o imaginário infantil com nossa cultura popular…

Texto publicado com autorização da autora. Entre em contato direto com Fabrícia:  fabriciaeliane@yahoo.com

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Notas sobre o brincar

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Notas sobre o brincar

por Fabrícia Eliane

Algumas pessoas me perguntam como se brinca com crianças, algo que confesso, de inicio eu achava uma questão estranha. Porém, tenho pensado sobre o assunto e cheguei a algumas “questões-respostas”.

Na Idade Média (o quadro de Pieter Bruegel- “ Jogos infantis”- não nos deixa mentir) podemos observar que os jogos não eram do domínio somente das crianças. Os adultos brincavam junto com elas. Porém, neste mesmo período não temos ainda uma construção social do que é a infância. E este fato gerou inúmeras questões e problemas para as crianças: elas não somente brincavam junto com os adultos, elas participavam em tudo da vida social. Começavam a trabalhar muito cedo e não eram protegidas de questões violentas ou de ordem sexual, muito pelo contrário! O nascimento do conceito de infância no final da Idade Média e início da Idade Moderna foi o que trouxe as bases para que a infância fosse protegida e que os “segredos” dos adultos fossem desvelados aos poucos, conforme a faixa etária.

Esse processo todo nasce junto com a tipografia e assim, houve uma divisão entre letrados (adultos) e não letrados (crianças). As crianças entravam no mundo letrado por volta dos sete anos e só quando tivessem concluído seu processo de letramento (não só de alfabetização!), estariam também começando a adentrar o mundo dos adultos.

Não vou entrar em detalhes aqui acerca dos problemas que o capitalismo também causou em relação a infância, mas é importante ao menos citar o quanto a sociedade consumista vêm já há algum tempo produzindo adultos em miniatura, quando incitam através de vários produtos e da indústria cultura,l a sexualização precoce e a violência. Sem contar que as crianças das classes mais pobres têm muitas vezes que começar a trabalhar ainda crianças, cuidam dos irmãos menores para que seus responsáveis saiam para trabalhar e não têm seus direitos à infância assegurados.

Mas o ponto onde eu pretendia chegar quando iniciei esta reflexão foi um ponto que tinha algo que me parecia significativo e que se perdeu com a criação da infância: ao criar a infância, criou-se também o adulto. E a esse adulto foi praticamente excluído o direito ao brincar junto com as crianças. Ao adulto foi reservado o mundo “sério”, o mundo do trabalho, e às crianças, o direito ao ócio. Como se o ócio, entendido aqui como manifestações de caráter lúdico, fosse algo de menor importância. E assim como as crianças, os educadores de crianças e as pessoas que dedicam sua arte à infância são vistos pela ampla maioria da sociedade  como de menor importância (exemplifico aqui os salários dos professores de educação infantil que são inferiores aos demais profissionais da educação).

Aos adultos, o direito ao ócio ficou reservado ao período de férias e a aposentadoria, de modo geral.

Porém, como brinquedista e artista-educadora de crianças, lanço justamente a problemática de que o direito de brincar das crianças (garantido pelo próprio Estatuto da Criança e do Adolescente) só pode ser vivido em sua plenitude se esse direito ao jogo e ao ócio, for assegurado aos adultos responsáveis por ela. E é aí que penso que se encontra o cerne das questão quando adultos (mães na maioria dos casos) me procuram perguntando como fazem para brincar, pois não sabem. E para mim durante algum tempo  essa questão era estranha: A gente senta no chão e brinca! Pensava eu. Mas isso não é um processo natural para muitas pessoas. E se não é, creio que a resposta esteja nessas dicotomias que precisamos ir aĺém: adulto-criança, trabalho-jogo.

Quando o adulto encontrar o espaço da criança dentro de si mesmo, essas dicotomias, acredito, poderão ser minimizadas. O adulto precisa retomar um direito ao brincar que a sociedade moderna e o capitalismo lhe tiraram.

Afinal,  “adulto não é aquele que sufoca a sua infância, mas é o poeta da infância redescoberta.” (Duborgel, citado pela querida Nylse Cunha em O direito de brincar)

 

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